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quarta-feira, 14 de maio de 2014

HandTalk, startup alagoana ganha mais um prêmio.

“Se juntarmos os investidores aqui na sala, temos mais de R$ 1 bilhão em capital”, brincou Carlos Kokron, diretor da Qualcomm Ventures, o fundo de investimento da Qualcomm, antes de abrir o evento da QPrize.
E, de fato, haviam muitos investidores atentos a cada empreendedor e a cada ideia apresentada lá. O interesse era tanto que o evento se estendeu por mais de 4 horas, onde apenas 8 startups se apresentaram. Com pitches longos e sessões de perguntas ainda mais longas, os investidores queriam saber o máximo de cada empresa.
Não era por acaso. Além da premiação da Qualcomm, muitos empreendedores pareciam confiantes na possibilidade de um aporte extra. Mas é claro que o prêmio também merece destaque – o vencedor dessa etapa regional recebeu US$ 100 mil, além de um convite a ir para a etapa final, em San Francisco, onde o vencedor global receberá mais US$ 150 mil em investimento conversível.
Desta vez, o vencedor foi a Hand Talk, uma startup que faz um trabalho muito legal: eles convertem textos para Libras, a linguagem brasileira de sinais. Muita gente não sabe, mas pessoas que nascem surdas, normalmente não conseguem ser alfabetizadas em português e, por isso, não conseguem ler ou escrever — e o trabalho da Hand Tal ajuda a incluir essas pessoas na sociedade. Thadeu Luz, co-fundador da empresa, conseguiu convencer o júri dessa ideia, e afirmou que o próximo passo da empresa é escalar para traduzir para as outras 200 linguagens de sinais existentes no mundo.
Haviam também várias outras boas startups realizando negócios interessantes, e que vale conhecê-las. Veja abaixo:
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Wiki4Fit Aplicativo que distribui conteúdo (treinos, dicas e vídeos) para praticantes de atividade física em academias, empresas condomínios, clubes, parques, casas e por personal trainers. Utiliza recursos de Gamificação, APP, mobile e GPS para gerar B.I. Em breve pretende lançar também uma versão B2C.
Funnely Startup com o objetivo de impulsionar lojas de e-commerce. Inclusive, são parceiros do Facebook, e garantem que possuem recursos para melhorar, aproveitar e direcionar melhor os anúncios dentro da rede social.
Snapp  Serviço para ajudar qualquer usuário leigo a criar seu próprio aplicativo. Na demonstração que eles apresentaram, realmente parecia possível poder criar aplicativos de forma variada e simples utilizando a plataforma. Além disso, se o usuário quiser evoluir sua criação, ele pode comprar o código do aplicativo criado no Snapp.
Goldark Plataforma de backend para aplicativos. Segundo eles, hoje é muito difícil fazer o backend de um app, e se gasta mais tempo nisso do que desenvolvendo o aplicativo. Por isso, a proposta  da empresa é centralizar todas as ferramentas e conhecimentos necessários em sua plataforma. O usuário não precisa ter conhecimento sobre diversos assuntos para utilizar Backend – apenas saber trabalhar com a Goldark.
Dna Shopper Serviço que desenvolve aplicativos para shopping centers. Além de da criar o app, eles são capazes de obter uma série de informações e conhecimento dos usuários  e transformar isso em inteligência de mercado para os estabelecimentos. O mercado que eles visam, por enquanto, é o brasileiro, que tem mais de 500 shoppings.
Survmetrics Serviço de pesquisas online que acredita sair na frente de seus concorrentes por ter foco e bastante esforço voltado a experiência do usuário. Com isso, a empresa afirma que consegue 34% a mais de engajamento que a SurveyMonkey, por exemplo.
Patagonic Labs Laboratório de inovação que cria diversos tipos de soluções tecnológicas em hardware e software com foco em M2M (máquina a máquina). Entre os produtos de seu portfólio estão a WeHaus, de automação residencial, e a Smart Energy, de controle inteligente de energia.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Startup Weekend Aracaju de 30 maio a 01 de junho.




O Startup Weekend é uma rede global de líderes e empreendedores de alto impacto com 
missão de inspirar, educar e dar suporte a indivíduos, equipes e comunidades. 

O evento é uma 
competição de startups que ocorre em 54 horas de muita ação. Ao longo dos três dias de trabalho 
os participantes são encorajados a ter boas ideias, validá-las, construir o modelo de negócios, 
desenvolver um protótipo e realizar uma apresentação para uma banca avaliadora.
Mais informaçãoe, bem como, inscrições no site oficial: http://aracaju.startupweekend.org/



quinta-feira, 1 de maio de 2014

Atendimento ao cliente: Sentir-se acolhido e recebido por uma pessoa, esse é o desejo.

por Cláudio Barbosa, gerente de soluções da Genesys
Se existe uma coisa que todo mundo sabe, mas que ninguém põe em prática é o mantra do “atendimento de excelência” ao cliente. Tenho certeza que a sua empresa sabe que é preciso. Certamente existem na sua organização processos para que a excelência seja um valor percebido. OK, talvez você não tenha as ferramentas tecnológicas necessárias, mas certamente você deve ter um processo para isso.
Então, por que muitas vezes não funciona como esperamos?
Porque as empresas ainda não aprenderam que é preciso promover uma experiência ao cliente. Quando o cliente entra em contato com a empresa, ele quer mais do que ser ouvido, e ter seu problema resolvido: ele quer que o atendente se engaje na história que ele tem para contar, no problema que ele precisa resolver. Em última análise, quer sentir-se acolhido e recebido por uma pessoa que está do outro lado da linha, escutando-o de fato.
E é aí que entra um elemento de gestão essencial para proporcionar essa experiência ao cliente: é preciso transformar o atendente em um agente da experiência do cliente. Esse profissional deve ser instrumentalizado para prover ao cliente a escuta necessária que transforma um atendimento regular em uma boa história da marca para ser contada a outras pessoas. E isso se faz com os recursos tecnológicos certos, com treinamento e certo nível de autonomia ao profissional que trabalha em atendimento.
Em última instância, além de investir em tecnologia e recursos técnicos, é preciso apostar nos recursos “humanológicos”. E são três as dimensões essenciais que devem ser trabalhadas dentro deste contexto: conscientização, motivação e empoderamento.
O primeiro passo é conscientizar o profissional de que o trabalho dele é de importância vital para a empresa: afinal, ele personifica a sua marca. Cabe a ele a responsabilidade de dar à sua marca uma personalidade humana, de emprestar-lhe características positivas ou negativas, que motivem a empatia do outro, ou não. Vários estudos mostram que, por exemplo, os clientes valorizam outras coisas além da resolução do problema em si, como a forma com que foram ouvidos, compreendidos e ajudados por quem os atendeu. Isso dá pistas importantes do perfil deste profissional: ele precisa ter uma boa escuta, empatia, enfim, ter a capacidade de manter um diálogo com o cliente, já que a dimensão emocional desse processo é determinante para todo o resto.
O segundo elemento é a motivação – aqui não no sentido de incentivá-lo a uma determinada ação, mas de dar motivo, de mostrar ao profissional o impacto do seu trabalho em toda a organização. Quando sabemos os motivos pelos quais estamos desempenhando determinada tarefa, certamente nosso desempenho e aplicação em fazê-la é muito maior. Por conta disso, as empresas devem definir não somente as tarefas do agente de atendimento, mas sim, sua missão dentro da organização.
Por último, mas não menos importante, é preciso empoderar o agente de atendimento. Sim, é preciso que ele tenha poder para tomar decisões que podem mudar totalmente o curso de ação junto ao cliente, envolvendo se necessário, outras áreas da empresa, e tomando à frente do processo de resolução problema. Em última instância, aquele fatídico momento em que o cliente pede para falar com o “supervisor” ou “responsável” não pode acontecer: isso, além de desautorizar o profissional do outro lado da linha, deflagra a sua situação de impotência em solucionar um problema que deveria, sim, receber uma resposta durante o atendimento.
Na verdade, fornecer ao cliente uma experiência memorável está relacionado ao papel do agente de atendimento na organização: humano ou máquina? Profissional empoderado ou atendente exausto. Você, como gestor, é quem decide.

Post original: http://startups.ig.com.br/2014/o-atendimento-morreu-viva-experiencia-cliente/